Sunday, November 01, 2009

LUNÁRIO

Para Daniel Guerra
Ilustração: Vânia Medeiros


O que nasce da terra
sou Eu.
O que a terra seca,
aterra e desterra.

Pelo vinco sagrado,
desenterro-me
sob o palácio estrelado,
aterrorizado.

Sou teu filho, Estrondo.
Sou teu filho, Espanto.
Sou teu filho, Luz.

Nasci do mistério
e estranho tudo.
Mas floresço
e sei.

15 comments:

viacimabue27 said...

Com essa luz de lua, ela altiva como a tua poesia competem por beleza.
um beijo Raiça.

Ana Paula Brasil said...

Amei teu comentário no meu blog, seu blog é lindo. Passarei bons tempos por aqui. Beijos!

Mariana Botelho said...

"Sou teu filho, Espanto."

lindo poema, Raiça.

Maria Muadiê said...

lindo lindo lindo
sou sua fã

José Carlos Brandão said...

Filha do mistério,
eu me prostro,
irmã.

Thalita, said...

Sou tua fã,
emudeço.
E sei.



Linda.

sentimentos e indefinições said...

MInha coisa linda, amei!!!!

Rafiki said...

Acho que eu nunca mais vou fazer um comentário aqui.Sempre me faltam palavras, todas elas se chocam e se anulam quando tento expressar.
Deixarei então uma marca ou qualquer coisa não verbal para representar minha passagem, assim como deixa uma estrela cadente ou uma luz que se apaga, estrela e luz no fundo dos olhos.

J.F. de Souza said...

tudo que é vivo
nasceu
cresce
e morrerá

só tenho essa certeza

J.F. de Souza said...

Saudade tua, mulher!

=*

Fabrício said...
This post has been removed by the author.
Fabrício said...

Parece que temos prospostas parecidas de blog.

Belo poema. Difícil gostar destes versos curtos, meio contemporâneos. Mas gostei da impressão que ficou depois do "sei".

Poema com sensação.



Abraço;
Fabrício

Mirdad said...

Sou teu filho, bom fim!

Daniel Guerra said...

boa conversa hoje e eu tropecei na escada e você riu.

Fábio Pinheiro said...

Que dizer?
Bravo!