Para Daniel Guerra
Ilustração: Vânia MedeirosO que nasce da terra
sou Eu.
O que a terra seca,
aterra e desterra.
Pelo vinco sagrado,
desenterro-me
sob o palácio estrelado,
aterrorizado.
Sou teu filho, Estrondo.
Sou teu filho, Espanto.
Sou teu filho, Luz.
Nasci do mistério
e estranho tudo.
Mas floresço
e sei.
O que a terra seca,
aterra e desterra.
Pelo vinco sagrado,
desenterro-me
sob o palácio estrelado,
aterrorizado.
Sou teu filho, Estrondo.
Sou teu filho, Espanto.
Sou teu filho, Luz.
Nasci do mistério
e estranho tudo.
Mas floresço
e sei.

15 comments:
Com essa luz de lua, ela altiva como a tua poesia competem por beleza.
um beijo Raiça.
Amei teu comentário no meu blog, seu blog é lindo. Passarei bons tempos por aqui. Beijos!
"Sou teu filho, Espanto."
lindo poema, Raiça.
lindo lindo lindo
sou sua fã
Filha do mistério,
eu me prostro,
irmã.
Sou tua fã,
emudeço.
E sei.
Linda.
MInha coisa linda, amei!!!!
Acho que eu nunca mais vou fazer um comentário aqui.Sempre me faltam palavras, todas elas se chocam e se anulam quando tento expressar.
Deixarei então uma marca ou qualquer coisa não verbal para representar minha passagem, assim como deixa uma estrela cadente ou uma luz que se apaga, estrela e luz no fundo dos olhos.
tudo que é vivo
nasceu
cresce
e morrerá
só tenho essa certeza
Saudade tua, mulher!
=*
Parece que temos prospostas parecidas de blog.
Belo poema. Difícil gostar destes versos curtos, meio contemporâneos. Mas gostei da impressão que ficou depois do "sei".
Poema com sensação.
Abraço;
Fabrício
Sou teu filho, bom fim!
boa conversa hoje e eu tropecei na escada e você riu.
Que dizer?
Bravo!
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