Sexta-feira, Outubro 21, 2011

DÓI DÓI DÓI

Ilustração: Vânia Medeiros

Sento à minha beira
e vejo o tempo em carreira
pelos trilhos de meu corpo.
O meu pensamento,
besouro gordo, desata a voar
e eu explico:
um besouro não é um pássaro,
não tem penas.
Essa dor que me dói
na boca do estômago,
nas mãos e nas pernas,
essa dor de meus olhos
é o tempo rugindo.
O que não sofro, sinto.
E a vida a esta hora,
tremenda em meu corpo,
a vida que passa,
trespassa sua locomotiva
em meu coração.

6 comentários:

Anônimo disse...

Tempo, tempo, tempo, nada que não aguento, coração urgente, sentimentos lentos.
J.

Babi disse...

Lindíssimo! :)

Thalita. disse...

Preta (aprendi contigo o valor desse vocativo), a saudade que eu tenho de ti vou matando aos poucos por aqui, lendo palavras como essas, cheias de sentido pra mim. A gente sempre se encontra.

Beijo grande.

Liu Lisboa disse...

Minha cara,

eu sempre me delicio quando passo por aqui. Essas suas palavras me invadem.

saudade de seu riso grande.

Mateus Borba disse...

Haja boniteza.

Beijos e beijos.

Felicidade Clandestina disse...

mocinha,
tem algum local, lá na bienal do livro, que esteja vendendo seu livro?

um-beijo!